Entre a superação e a militância por inclusão, o advogado e paratleta Emerson Damasceno transformou uma experiência traumática em causa pública. Convidado para encerrar a V Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação, promovida pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ele voltou a defender o enfrentamento ao capacitismo e a ampliação dos espaços de inclusão.
Ao compartilhar o momento nas redes sociais, Emerson destacou a emoção de debater o tema em sua própria terra e reforçou que a luta pelos direitos das pessoas com deficiência passou a ser sua “missão de vida”. No evento, dividiu o debate com os juízes Magno Thé e Giselle Lima, além da participação da desembargadora Socorro Bulcão.
A trajetória de Emerson ganhou notoriedade após o acidente sofrido em 2014, quando foi atropelado enquanto treinava ciclismo para o Ironman de Fortaleza. A paraplegia, porém, não interrompeu sua relação com o esporte. Hoje, segue competindo no paraciclismo e ampliou sua atuação na defesa da inclusão, presidindo comissões da OAB Ceará e do Conselho Federal da OAB voltadas às pessoas com deficiência e à defesa da pessoa autista.
Mais do que um relato pessoal, sua presença no TJCE serviu como lembrete de que acessibilidade e respeito seguem sendo desafios permanentes dentro e fora das instituições.




