A chapa governista para as eleições de 2026 está, enfim, completa. Luizianne Lins (Rede) ocupará a segunda vaga ao Senado, ao lado de Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição.
A escolha reúne apoios de peso. Luizianne era o nome preferido de Cid para dividir o palanque e recebeu também o aval do presidente Lula. No anúncio, Elmano de Freitas (PT) afirmou que a ex-prefeita chega para “fortalecer ainda mais o nosso time”.
A decisão encerra uma disputa que envolvia diferentes forças da base. Um dos nomes cotados, Chagas Vieira (PDT), foi acomodado como primeiro suplente de Luizianne — solução que prestigia sua participação no projeto governista.
A composição tem ainda Gabriella Aguiar (PSD) como candidata a vice-governadora. A presença da atual vice-prefeita de Fortaleza garante espaço ao PSD e amplia o leque partidário da aliança comandada pelo PT.
O caminho de Luizianne até esse desfecho guarda uma ironia política. Depois de 37 anos, ela deixou o PT e ingressou na Rede justamente para viabilizar sua candidatura ao Senado.
Agora, retorna ao palanque petista sem voltar ao partido. Conseguiu o que buscava por uma legenda aliada e, ao mesmo tempo, tornou-se peça importante da chapa liderada por Elmano.
A escolha, além de fortalecer a presença feminina na chapa, também evita uma candidatura avulsa de Luizianne, que poderia dividir votos no campo governista. Mais do que completar a fotografia, sua entrada reorganiza interesses e reduz tensões na base.
Na política, às vezes é preciso sair de casa para conquistar um lugar melhor à mesa.




