A Lei Seca colocou mais um tema na mesa da eleição cearense: o impacto das regras eleitorais sobre quem trabalha aos domingos. Presidente da Abrasel Ceará, Taiene Righetto critica a proibição de venda e consumo de álcool em locais abertos ao público, das 8h às 18h do dia 4, e classifica a decisão como “retrógrada, tomada em cima da hora”.
Sua contestação reúne duas questões: tempo para planejamento e eficácia da restrição. Segundo Righetto, a publicação às vésperas da votação compromete a organização dos negócios e ameaça o faturamento de bares, restaurantes e barracas de praia em um dia importante para o setor.
Leia também: Lei seca muda a rotina do domingo eleitoral no Ceará
Ela também argumenta que a compra antecipada permite manter o consumo fora dos estabelecimentos. O TRE-CE, por sua vez, justifica a medida pela prevenção de desordens e pela proteção dos trabalhos eleitorais.
O debate merece ir além da oposição entre comércio e segurança. Antecedência nas decisões e dados sobre seus resultados ajudam a avaliar o alcance da proibição. A preocupação com a votação é legítima; discutir os custos e a efetividade da regra também faz parte dessa responsabilidade.




