A vitória de Elmano de Freitas sobre Ciro Gomes no Ceará repercutiu em Brasília.
O governador sai fortalecido pelo desempenho na campanha e por vencer um adversário de projeção nacional.
O resultado também valoriza Camilo Santana, articulador de uma rede de apoio que voltou a mostrar força.
A eleição do próprio Elmano, em 2022, e a de Evandro Leitão, em 2024, já haviam demonstrado sua capacidade de transformar disputas difíceis em vitórias.
Agora, esse capital político entra na conta do segundo turno presidencial.
Chamado a Brasília para discutir a campanha de Lula, Camilo terá de ajudar a converter o êxito estadual em votos para uma disputa de dimensão bem maior.
Com o fiel escudeiro Chagas Vieira na mobilização, o grupo mira elevar a votação do presidente no Ceará de 63% para 70%.
A meta exige mais do que reunir novamente os aliados: será preciso alcançar quem faltou às urnas e convencer quem fez outra escolha.
O Ceará pode oferecer uma contribuição decisiva, mas a virada nacional dependerá de movimentos em várias frentes.
Camilo chega politicamente valorizado à missão. O desafio agora é fazer sua experiência render além das divisas cearenses.




