Foto: Site do PDT
Diante de um impasse sobre a presidência do PDT no Ceará, o líder nacional licenciado do partido, Carlos Lupi, anunciou que buscará uma conciliação com o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e o governador Elmano de Freitas (PT). A declaração foi dada após uma série de reuniões demandadas pelo senador Cid Gomes (PDT) em meio a pressões por mudanças na direção da legenda.
Lupi destacou a importância de encontrar a unidade partidária nesse momento de acirramento e mencionou que sua tarefa é buscar essa união. Mesmo licenciado de sua posição como presidente nacional do PDT e atuando como Ministro da Previdência no governo de Lula, Lupi deixou suas responsabilidades em Brasília para resolver a crise no PDT do Ceará.
Por outro lado, o senador Cid Gomes minimizou interesses pessoais em assumir a presidência do partido no estado, enfatizando que é demandado por membros do partido que veem nele uma figura capaz de ajudá-los nesse momento difícil. Cid ressaltou que sua intenção é fortalecer o partido e direcionar a luta para questões externas, evitando uma luta interna enfraquecida.
No entanto, Cid Gomes e Evandro Leitão alertaram Carlos Lupi sobre os riscos que o PDT enfrenta, com a possibilidade de definhar. Convocando prefeitos, vereadores e deputados para um encontro, Cid demonstrou sua força política, contando com o apoio de sua família. O PDT do Ceará possui uma representação significativa, respondendo por 40% da bancada federal e 10% dos parlamentares estaduais no Brasil.
Enquanto isso, o atual presidente do PDT no Ceará, o deputado federal André Figueiredo, considera a tentativa de removê-lo da presidência como um golpe. Aliados como Ciro Gomes, Roberto Claudio e o prefeito José Sarto apoiam Figueiredo e criticam a postura do grupo ligado a Cid Gomes. Resta aguardar como esse impasse será resolvido e qual será o impacto desse racha na dimensão e força do PDT no estado.




