Foto: Junior Pio
O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), afirmou neste sábado (1º) que as medidas de contenção orçamentária implementadas no início de sua gestão podem ser prorrogadas até o fim do ano. A declaração foi feita durante a posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), onde ele reforçou a importância do controle fiscal para equilibrar as finanças municipais.
A política de austeridade, inicialmente prevista para durar 180 dias, será reavaliada conforme os resultados apresentados.
“A priori, essas medidas terão repercussão até 30 de junho, mas não descarto a possibilidade de ampliação até o final do ano”, explicou o prefeito.
Na mesma oportunidade, Evandro destacou que a reforma administrativa será a prioridade na retomada dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). O projeto, elaborado em conjunto com a Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), prevê ajustes na estrutura da administração municipal, com a fusão e criação de pastas.
“Tudo dentro de uma perspectiva de responsabilidade fiscal. Não queremos aumentar o endividamento da Prefeitura”, ressaltou.
Durante a entrevista, o prefeito também comentou sobre o relatório de transição enviado ao Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE). Segundo ele, o documento confirma o diagnóstico feito por sua equipe desde o início da gestão, apontando desafios financeiros e a existência de débitos com fornecedores, cooperativas e prestadores de serviço.
“Temos um cenário desafiador, mas com planejamento e organização vamos superar essas dificuldades”, afirmou.
Outro ponto abordado por Evandro foi a análise das operações de crédito aprovadas na gestão anterior. Os empréstimos, que somam cerca de R$ 1,3 bilhão, seriam destinados a projetos de mobilidade urbana, infraestrutura e aquisição de ônibus elétricos. No entanto, o prefeito indicou que a efetiva contratação dos recursos ainda está em estudo.
“Não queremos assumir nenhuma operação que não seja vantajosa para o Município”, frisou.
Evandro também mencionou a classificação de capacidade de pagamento (Capag) de Fortaleza, concedida pelo Tesouro Nacional. O indicador, que reflete a situação fiscal da cidade, pode passar de B para C, o que restringiria a contratação de novos financiamentos.
“Muitas dessas operações levam meses para serem concluídas. Estamos avaliando a viabilidade dentro desse contexto”, explicou.
Com a retomada dos trabalhos na CMFor nesta segunda-feira (3), a Prefeitura se prepara para avançar na discussão da reforma administrativa e na gestão dos recursos disponíveis, em meio às incertezas econômicas que marcam o início do novo ciclo administrativo.




