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A sinalização do ministro da Educação, Camilo Santana, em favor de José Guimarães (PT) para o Senado Federal consolidou uma aposta dentro do grupo governista no Ceará: a formação de chapa entre Guimarães e o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) para as eleições de 2026. Com duas cadeiras em disputa, a composição ganha força nos bastidores e já é considerada um caminho natural por aliados.
O cenário ficou ainda mais evidente durante a festa de aniversário de Guimarães, no último sábado (15), numa barraca na Praia do Futuro, em Fortaleza. A presença de Eunício no evento e as referências indiretas ao seu nome reforçaram a percepção de que a aliança está em construção. No momento dos parabéns, os convidados entoaram um canto sugestivo: “Com quem será que Guimarães vai dobrar?”. O gesto foi interpretado como um recado coletivo sobre a configuração eleitoral.
A decisão de Cid Gomes (PSB) de não disputar a reeleição ao Senado abre espaço para novas articulações dentro da base aliada. O senador tem defendido o nome de Júnior Mano (PSB) para ocupar a vaga que deixará em 2026. No entanto, se a chapa Guimarães-Eunício se concretizar com o aval de Camilo Santana e do governador Elmano de Freitas, Júnior Mano teria que buscar o Senado sem o apoio da cúpula governista.
A possível aliança entre Guimarães e Eunício reflete um realinhamento pragmático entre lideranças que, em outros momentos, estiveram em campos opostos. Eunício, que já comandou o MDB nacionalmente e ocupou a presidência do Senado, mantém influência e estrutura partidária relevantes. Já Guimarães, líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, tem forte inserção no PT e trânsito entre as principais lideranças do partido.
Nos próximos meses, as movimentações políticas vão testar a viabilidade da chapa. Enquanto a base governista sinaliza consenso, eventuais dissidências podem surgir, especialmente com Júnior Mano tentando viabilizar sua candidatura. O tabuleiro está posto, e as peças começam a se mover.




