Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ex-presidente Fernando Collor, de 75 anos, passou a cumprir prisão domiciliar em sua cobertura de 600 metros quadrados com vista para a praia de Ponta Verde, em Maceió. O imóvel, avaliado judicialmente em R$ 9 milhões, havia sido declarado à Justiça Eleitoral em 2018 por R$ 1,8 milhão, mas ficou de fora da última prestação de contas apresentada por Collor em 2022, quando foi candidato ao governo de Alagoas.
A autorização para a mudança de regime foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base em laudos médicos que apontam comorbidades graves, como Parkinson e apneia do sono. O pedido teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, que considerou a medida proporcional ao estado de saúde do ex-presidente.
Collor foi condenado em 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em processo relacionado à BR Distribuidora. Desde o último dia 25, cumpria pena em cela individual no Presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió.
Agora, segue recolhido em casa, com uso de tornozeleira eletrônica, visitas restritas e passaporte suspenso. A residência de alto padrão já havia sido alvo de penhora em ação trabalhista movida por um ex-funcionário de empresa da qual Collor é sócio.




