R$ 900 milhões em jogo: licenças ambientais são pauta em Brasília

Projetos estratégicos para expansão da infraestrutura portuária do Ceará, incluindo a construção do Berço 11 e a ampliação de píeres, aguardam sinal verde do Ibama.

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Foto: Ascom CIPP

A liberação de licenças ambientais para obras estratégicas no Complexo do Pecém foi tema de uma reunião nesta terça-feira (17), em Brasília, entre o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, e a senadora Augusta Brito (PT-CE).

O encontro teve como foco a tramitação de processos ligados à expansão do Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), incluindo a construção do Berço 11, a instalação de um novo píer para rebocadores e a ampliação do Píer 2. Os projetos, que somam investimentos da ordem de R$ 900 milhões, dependem do licenciamento para serem iniciados.

“As obras em pauta hoje são essenciais para dar suporte ao crescimento do Complexo do Pecém e para garantir que os grandes projetos estruturantes em curso, como a Transnordestina e o Hub de Hidrogênio Verde, possam de fato se concretizar”, afirmou Max Quintino. Segundo ele, os investimentos são parte de um esforço para consolidar o Ceará como referência logística e energética no país.

A senadora Augusta Brito destacou o papel do Pecém no processo de internacionalização da economia cearense.

“O Complexo do Pecém está se tornando um dos mais importantes portos brasileiros, num momento em que as nossas exportações crescem de forma dinâmica e consistente”, disse. Ela afirmou ainda que recebeu do Ibama o compromisso de que os processos de licenciamento terão prioridade.

Além de Max e da senadora, participou da reunião o diretor de Engenharia do Complexo, Fabio Abreu, que reforçou a dimensão técnica dos projetos.

“A construção do Berço 11, a ampliação dos píeres e a modernização das estruturas de apoio são fundamentais para que possamos atender à crescente demanda de movimentação de cargas com eficiência, segurança e sustentabilidade”.

As obras fazem parte de um pacote de investimentos com financiamento internacional. Estão previstos US$ 90 milhões do Banco Mundial, US$ 35 milhões do Climate Investment Funds e uma contrapartida de US$ 10 milhões da Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A), totalizando US$ 135 milhões – o equivalente a cerca de R$ 675 milhões.

A seleção do consórcio que ficará responsável pelas obras de ampliação do TMUT está em fase final, com conclusão prevista para o início do segundo semestre. Também já foi iniciada a licitação para contratação de empresa de engenharia que fará o acompanhamento das obras, uma exigência do Banco Mundial.

O cronograma prevê a realização das obras até 2031, incluindo ainda a construção do corredor de utilidades que vai integrar o Hub de Hidrogênio Verde. O avanço do licenciamento ambiental será decisivo para que esse planejamento siga sem atrasos.