Para Cleonice, mãe de Raíssa, de três anos, a inauguração de um espaço terapêutico perto de casa era um sonho antigo. “A estrutura está espetacular, não deixa a desejar a um particular”, contou, aliviada por ter agora um lugar público para o acompanhamento da filha com TDAH. Sentimento parecido teve Elivângela, mãe de Samuel: “Adorei a sala de música e a de fonoaudiologia. E o melhor é que fica pertinho de casa”.

O novo equipamento inaugurado nesta terça-feira (2) é o primeiro Espaço Girassol voltado exclusivamente às terapias. Instalado na Policlínica Dr. José Eloy da Costa Filho, no bairro Bonsucesso, ele tem capacidade para 3.800 atendimentos mensais e reúne 30 especialistas, entre neuropediatras, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas, musicoterapeutas e terapeutas ocupacionais.

O projeto foi inspirado no Ciadi – Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil –, implantado na Assembleia Legislativa do Ceará durante a gestão de Evandro Leitão como presidente da Casa. A idealização coube à primeira-dama Cristiane Leitão, que agora acompanha a expansão da iniciativa no município, dentro do Plano Fortaleza Inclusiva.
“A partir do momento em que a criança recebe o laudo e tem o diagnóstico confirmado, é essencial garantir um atendimento de qualidade. Inclusão não pode ficar apenas no discurso, é preciso agir”, disse Cristiane, visivelmente satisfeita com a inauguração do novo espaço.
O prefeito não esconde a prioridade dada ao programa, considerado “a menina dos olhos” de sua gestão.
“Estamos inaugurando o primeiro espaço voltado para terapias, escolhido para a Regional 5 devido à alta demanda de diagnósticos nesta área da cidade”, afirmou o prefeito. “A meta é que cada Regional de Fortaleza receba um Espaço Girassol, formando uma rede descentralizada que complementa o Centro de Diagnóstico inaugurado em agosto no bairro Edson Queiroz”, concluiu.

Com 15 salas de atendimento individual e cinco voltadas para grupos, o novo espaço amplia a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, transformando diagnósticos em acompanhamento efetivo. A expectativa é de que, assim como já aconteceu no Ciadi, o modelo se torne referência em inclusão e qualidade no atendimento terapêutico.




