Leo Suricate se despediu do plenário da Assembleia Legislativa do Ceará do mesmo jeito que chegou: de cabeça erguida e com o humor afiado de quem fala a língua do povo. O suplente do PSOL ocupou o lugar de Renato Roseno por 90 dos 120 dias de licença, tempo suficiente para deixar sua marca.
Artista, diretor e criador de conteúdo com mais de 2 milhões de seguidores no perfil Suricate Seboso, Leo levou para o Parlamento a voz das periferias, com discursos diretos, emocionados e cheios de sentido social.
“Entrei por aquela porta e saio por essa aqui, pela esquerda, pra ninguém confundir”, disse, antes de destacar que, “por mais que eu seja uma pessoa irônica, metida, gaiata aqui, eu tratei isso aqui de forma muito séria”. Em três meses, fez o que muitos não conseguem em quatro anos: aprovou um projeto de sua autoria.
Sem diploma de Direito ou sobrenome tradicional, o “corpo estranho” mostrou que é possível fazer barulho bonito dentro da política. Falou de sonhos, de horizontes e da luta que continua fora da Casa, lembrando que, mesmo sem mandato, não deixará de disputar o sonho de um Ceará mais justo. Um deputado diferente — e necessário.




