Em entrevista ao O Globo, o ministro da Educação, Camilo Santana, voltou a ser questionado sobre a sucessão estadual no Ceará após a entrada de Ciro Gomes (PSDB) na disputa ao governo. O nome do ministro voltou a circular como possibilidade, mas ele foi taxativo: “Eu não sou candidato. O Elmano tem direito à reeleição e está bem avaliado”.
Camilo reconheceu que “a política é dinâmica”, mas reforçou que o grupo está unido em torno do atual governador. Segundo ele, a principal indefinição hoje está na composição para o Senado, diante do amplo arco de alianças que envolve PT, MDB, PSD e Republicanos. “Os nossos aliados dizem: ‘o candidato a presidente já é do PT, o governador é do PT, vamos dividir espaços’”, explicou.
A fala ocorre em meio ao esforço do governo estadual para fortalecer a área de segurança pública. Camilo afirmou que Elmano “está correto” ao defender medidas mais duras no combate ao crime organizado e disse que o país precisa de um pacto nacional, envolvendo União, estados e Judiciário.
“Se esse país não construir uma ação conjunta, dificilmente vamos combater o crime organizado”, afirmou.
Ao comentar o cenário nacional, Camilo tratou com naturalidade a possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. “Política é comparação. O Flávio representa os quatro anos do descaso com o país”, disse, avaliando que Lula “tem grandes chances” de um quarto mandato. Sobre a vice de Lula, o ministro defendeu a continuidade de Geraldo Alckmin, considerado por ele “uma das grandes figuras políticas do país”.




