A capoeira sem fronteiras de Mestre Paulão Ceará

Fundador do Grupo Capoeira Brasil será premiado na Bahia pelo trabalho cultural construído dentro e fora das rodas.

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A ginga que Mestre Paulão Ceará ajudou a espalhar pela Europa agora lhe rende reconhecimento também no campo das letras.

O fortalezense Paulo Sales Neto receberá a segunda edição do Ginga Prêmio Literário Capoeira,
em cerimônia marcada para 19 de setembro, no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, em Salvador.

Um dos quatro fundadores do Grupo Capoeira Brasil, nos anos 1980, Paulão deixou Fortaleza no início da década seguinte.

Levava na bagagem o propósito de difundir no Velho Mundo uma expressão genuinamente brasileira.

A capoeira nasceu da resistência dos africanos escravizados, que transformaram luta em dança, jogo, música e instrumento de liberdade.

Paulão nunca mais voltou a morar no Ceará — apenas a passeio —, mas fez de suas raízes uma espécie de passaporte cultural.

Seu trabalho ajudou a tornar a capoeira uma realidade em diferentes países europeus.

Reconhecido como Mestre da Cultura do Ceará, ele agora será premiado pelas produções que enriquecem o patrimônio literário e cultural da modalidade.

Uma homenagem justa a quem aprendeu que a capoeira também pode gingar entre as páginas de um livro.