O novo mapa da energia cearense não será desenhado apenas pela força dos ventos ou pela intensidade do sol. Ele dependerá, sobretudo, da capacidade de transformar vantagens naturais em conhecimento, empregos e desenvolvimento.
Essa foi a mensagem central do presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, na inauguração do novo Anexo do Centro de Excelência para Transição Energética Prof. Jurandir Picanço, no SENAI Barra do Ceará, em Fortaleza.
A ampliação incorpora três laboratórios dedicados a hidrogênio verde, armazenamento de energia, sistemas fotovoltaicos híbridos e infraestrutura de recarga para veículos elétricos. São áreas que já começam a redefinir a indústria e a exigir profissionais com formação cada vez mais especializada.

O Centro já qualificou mais de mil pessoas e conquistou certificações que permitem aos profissionais formados no Ceará atuar também no mercado internacional. Para Ricardo, entretanto, a infraestrutura tecnológica só produzirá resultados se estiver acompanhada de investimento permanente em gente. “Os recursos naturais abrem oportunidades. Mas quem as transforma em desenvolvimento são as pessoas”, afirmou.
O desafio agora é fazer com que a expansão da economia de baixo carbono não fique restrita a grandes projetos e anúncios de investimentos. Ela precisa alcançar trabalhadores, universidades, fornecedores locais e centros de pesquisa, criando uma cadeia produtiva capaz de gerar riqueza no Estado.
Nesse sentido, a cooperação entre o Sistema FIEC, empresas e instituições de ensino será decisiva. A assinatura de um convênio com a Enel, anunciada durante a solenidade, reforça a aposta na qualificação para um setor em rápida transformação.
A homenagem ao engenheiro Jurandir Picanço, que dá nome ao Centro, também recupera uma trajetória ligada à construção do setor energético cearense. Segundo Ricardo Cavalcante, “o futuro não acontece por acaso. Ele é construído por quem decide se preparar para ele”.

O Ceará já reúne condições naturais e projetos relevantes para participar dessa nova economia. O passo mais difícil, porém, será converter potencial energético em competitividade, inclusão profissional e benefícios concretos para a sociedade.
“Estamos conectados às principais tecnologias do setor e prontos para apoiar o desenvolvimento da indústria, da inovação e da economia de baixo carbono”, arrematou o diretor regional do SENAI e superintendente do SESI, no Ceará, Paulo André Holanda.




