Ceará recebe primeira edição do Brasil Mais Produtivo

Roadshow na FIEC marca lançamento de programa com investimento de R$ 2 Bilhões para melhorar produtividade de Pequenas e Médias Empresas.
Brasil Mais Produtivo

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Fotos: José Sobrinho

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) recebeu nesta quinta-feira (6), o evento de lançamento do Programa Brasil Mais Produtivo. Realizado pelo SENAI Ceará e SEBRAE Ceará, o roadshow marca o início de uma série de apresentações nacionais. O objetivo do programa é impulsionar micro, pequenas e médias empresas a melhorarem sua eficiência e competitividade no mercado.

O programa, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), conta com um investimento de R$ 2,037 bilhões e pretende engajar mais de 200 mil empresas até 2027. A iniciativa oferece atendimento presencial a 93 mil negócios, com apoio de parceiros como BNDES, FINEP e Embrapii. As soluções abrangem desde aumento de produtividade e eficiência energética até a transformação digital nas indústrias.

Ricardo Cavalcante, presidente da FIEC e vice-presidente executivo da CNI, destacou a importância do programa em mensagem lida por Paulo André Holanda, diretor regional do SENAI Ceará. Segundo Cavalcante, o impacto do programa será significativo para a economia local, especialmente em um estado onde a indústria representa uma parcela importante do PIB e das exportações.

“O Novo Brasil Mais Produtivo não é apenas um programa; é uma oportunidade para transformarmos nossa indústria, promovermos a inovação e aumentarmos a competitividade em um mercado global cada vez mais desafiador”, dizia o texto de Cavalcante.

O programa é parte da nova política industrial brasileira, lançada pelo Governo Federal em janeiro. SENAI e SEBRAE trabalham juntos para identificar e solucionar gargalos de gestão e produção nas empresas atendidas. No Ceará, os setores de alimentos, metalmecânico, construção civil e moda já mostram resultados promissores, atingindo metas de produtividade em pouco tempo.

Paulo André Holanda mencionou que o programa pretende alcançar um aumento mínimo de 20% na produtividade das empresas. Ele também ressaltou que, até o final de 2024, o objetivo é atender 200 empresas no estado.

“No Ceará, os setores industriais que tiveram mais adesão, atualmente, são os de alimentos, metalmecância, construção civil e moda. Em menos de três meses, conseguimos bater essa meta percentual nas 150 empresas pactuadas. E o Brasil Mais Produtivo pode abranger mais segmentos industriais”, comentou

Foto: José Sobrinho
A fala de Paulo André Holanda

Durante o evento, também estiveram presentes representantes de diversas instituições, incluindo ABDI, Embrapii, SENAI Nacional, SEBRAE Nacional e IEL Ceará. A apresentação do programa foi conduzida por William Batista dos Santos, consultor do SENAI Ceará.

O Programa Brasil Mais Produtivo está aberto para empresas interessadas, que devem se cadastrar na plataforma oficial. As modalidades de atendimento variam desde diagnósticos de gestão até consultorias para transformação digital e otimização de processos industriais.

Para Joaquim Cartaxo Filho, superintendente do SEBRAE Ceará, investir na qualificação de micro e pequenas empresas é essencial para a economia. A digitalização e a eficiência energética são vistas como chaves para aumentar a produtividade e a geração de empregos, beneficiando diretamente os pequenos negócios que compõem a maioria das empresas no estado.

“O estado do Ceará possui 662.350 CNPJ ativos, segundo a plataforma de inteligência de dados do SEBRAE. 88% deles (585.280), são micro e pequenas empresas. Se juntarmos indústria e construção civil, temos 95.032 CNPJ industriais – 91% deles são de micro e pequenas empresas. Então, os pequenos negócios têm que ser considerados”, disse Cartaxo.

Brasil Mais Produtivo
Joaquim Cartaxo (Sebrae-CE)

O evento marca um passo importante na neoindustrialização do Brasil, com foco na inovação e sustentabilidade, integrando empresas a cadeias produtivas nacionais e internacionais.