O Ceará atingiu, no terceiro trimestre de 2025, a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada pelo IBGE. O índice caiu para 6,4%, consolidando um avanço no mercado de trabalho cearense e acompanhando a tendência de recuperação da economia estadual.
De acordo com o levantamento, o número de desocupados recuou de 262 mil para 257 mil pessoas em comparação com o mesmo período de 2024. A população ocupada chegou a 3,73 milhões de trabalhadores, o que representa 70 mil novos postos de trabalho em um ano. O resultado coloca o estado de volta ao patamar de 2019, anterior à pandemia, e marca o melhor desempenho já registrado.
O crescimento foi puxado principalmente pelo setor privado com carteira assinada, que passou de 939 mil para 1,019 milhão de empregados — um salto de 80 mil vagas formais. Também houve redução expressiva no número de pessoas desalentadas, aquelas que haviam desistido de procurar trabalho: de 253 mil para 195 mil, uma queda de 58 mil pessoas.
Outro dado positivo é o rendimento médio mensal, que chegou a R$ 2.352, com alta real de 7,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024 — cerca de R$ 170 a mais no bolso dos trabalhadores, já descontada a inflação.
Para o governo estadual, os números refletem o impacto das políticas de estímulo ao emprego e à renda. Em publicação nas redes sociais, o governador Elmano de Freitas afirmou que “os resultados confirmam que o Ceará está no caminho certo” e que o Estado seguirá “gerando oportunidades e fortalecendo a economia local”. Já o secretário do Trabalho, Vladyson Viana, destacou que o desempenho histórico é fruto de um esforço contínuo para ampliar o apoio ao emprego e ao empreendedorismo.
Com os novos indicadores, o Ceará se consolida entre os estados nordestinos com maior dinamismo no mercado de trabalho, sustentado pelo avanço da formalização e pela retomada do poder de compra das famílias.




