A decisão do Tribunal Superior Eleitoral, na manhã desta quinta-feira (26), de homologar a federação entre União Brasil e Progressistas, agora batizada de União Progressista (UPB), saiu sem sobressaltos no plenário, mas já nasce com forte impacto político nos estados. No Ceará, a formalização da aliança acirra uma disputa que vinha sendo travada nos bastidores.
De um lado, o governador Elmano de Freitas (PT) trabalha para atrair a federação à sua base e fortalecer o projeto de reeleição. Do outro, o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) tenta consolidar o bloco oposicionista com apoio da nova estrutura partidária.
No meio desse tabuleiro, lideranças locais seguem em direções distintas. Capitão Wagner, presidente estadual do União Brasil, defende alinhamento com a oposição, enquanto o seu correligionário Moses Rodrigues avança nas conversas com o Palácio da Abolição, inclusive com espaço em discussão na chapa majoritária.
A saída da deputada Fernanda Pessoa para o PSD, antes mesmo da definição interna, é um indicativo de que a federação, embora unificada no papel, ainda busca unidade na prática.
O que se decidiu em Brasília como ato administrativo já produz efeitos políticos imediatos. No Ceará — e também em outros estados do Nordeste — a UPB nasce menos como ponto de chegada e mais como início de uma reorganização que pode redesenhar alianças para 2026.




