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Dia da Mulher: conheça a história de engenheiras que estão mudando o mundo ao seu redor

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O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de março. Em todo o mundo esta data representa a luta das mulheres por seus direitos e igualdade. Se muito já foi garantido e tanto ainda está por vir, no campo da Engenharia não é diferente, o setor ainda é predominantemente masculino.

Hoje, vamos contar a inspiradora história de grandes mulheres, cada uma em uma área diferente das profissões ligadas ao Senge-CE, que estão mudando a realidade ao seu redor com suas contribuições.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará tem em sua presidência a engenheira civil Teodora Ximenes, uma mulher que dedicou anos de sua carreira à iniciativa pública e hoje tem como principal objetivo a representação das classes trabalhadoras pelo sindicato representadas.

“Parabenizo todas as mulheres, guerreiras, lutadoras, vencedoras, mães e engenheiras. As mulheres do Senge Ceará são fortes, parceiras e independentes, Deus abençoe a todas”, almeja Teodora.

Realizando sonhos

Se tem quem seja referência no seu segmento, tem também quem vem galgando os primeiros passos em busca de um grande sonho. Tereza Melo é uma aluna advinda de escolha pública. Hoje, engenharia civil e pós graduanda em engenharia, mas não foi um caminho fácil de percorrer, como ela conta:

“Ser aprovada na universidade não foi uma tarefa fácil, por vezes achei que não conseguiria entrar, pois era algo distante da realidade da minha família. Nessa empreitada, meus professores sempre acreditaram no meu potencial e tiveram papel fundamental para que eu conseguisse a tão sonhada aprovação em Engenharia Civil na Universidade Federal do Ceará”, explica a engenheira recém formada.

Quando atenta os olhos para o futuro e vislumbra onde pode chegar, duas palavras são determinantes: esforço e gratidão.

“A educação pública e de qualidade tem o poder de transformar vidas, através dela realizei sonhos e almejo conquistar muito mais. Pretendo concluir o mestrado e o doutorado em Engenharia, para que assim possa ser professora universitária e retribuir ativamente tudo o que a educação me proporcionou”, prevê.

Quem ajuda outras mulheres?

Nadja Glheuca Dutra é engenheira civil, doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina e hoje é titular da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da Universidade Federal do Ceará (UFC). Entre suas atribuições está o acolhimento e a formação dos alunos na Universidade.

“Já percebemos que o número de matrículas de mulheres e homens na universidade é bem parecido, mas nos cursos de engenharia, ele é bem menor, com grande índice de evasão. Para mudar este cenário, é necessário estabelecer um melhor diálogo com as escolas e mostrar para as meninas que é possível, sim, vir para universidade e cursar engenharia, expor em que áreas elas poderão atuar e que mesmo estando em escolas públicas, isso é possível”, explica Nadja Glheuca Dutra.

Outro ponto que a engenheira chama atenção é sobre a representatividade nos órgãos institucionais, como é o caso do Crea, Confea e da própria Academia Cearense de Engenharia.

“Quando olhamos para a Academia Cearense de Engenharia, observamos que são aproximadamente 50 acadêmicos, dos quais apenas 5 são mulheres, e eu sou uma delas. Então temos muito que melhorar, difundir e igualar salários é fundamental, para que tenhamos mulheres em cargos importantes”, finaliza.

Fomentar a liderança e mostrar as possibilidades desde cedo para as mulheres e meninas é fundamental para um mundo mais igualitário e justo. No Dia da Mulher, data que nasceu da luta por igualdade, que esta mensagem não se perca.