Neste sábado (20) celebra-se o Dia do Engenheiro Químico, profissão que move a indústria e contribui diretamente para o desenvolvimento sustentável do Brasil.
São esses profissionais que transformam matérias-primas em produtos essenciais e criam soluções inovadoras, como biocombustíveis, reciclagem química e processos mais limpos para a indústria.
A atuação vai muito além das fábricas: está presente em setores como energia, alimentos, cosméticos e farmacêutico, fortalecendo a chamada economia verde.
Para Rita Amaral, diretora do Senge-CE, a Engenharia Química traduz ciência em benefícios concretos: “mais saúde, com vacinas e medicamentos; mais energia, com alternativas renováveis; mais sustentabilidade, com economia circular”.
Oficializada em 1933 no governo Vargas, a formação chegou ao Ceará em 1956, com a criação do curso na UFC, ampliando oportunidades no Nordeste.
Mas o caminho, especialmente para mulheres, não foi fácil. “A contratação era majoritariamente masculina, com barreiras culturais e salários desiguais”, recorda Rita.
Hoje, o cenário é diferente. Elas já ocupam de 30% a 40% das vagas nas universidades e avançam em áreas estratégicas e cargos de liderança.
Segundo Teodora Ximenes, presidente do Senge-CE, “as mulheres conquistaram espaço em setores como farmacêutico, alimentício e biotecnológico, inclusive em posições de gestão”.
Com mais de 1,1 milhão de engenheiros e agrônomos registrados no país, cerca de 20% já são mulheres. Um número que tende a crescer, acompanhando as mudanças culturais e o avanço tecnológico.
Para Rita, a data é simbólica: “reforça o compromisso que assumimos no ato da formatura, aproxima a sociedade e valoriza nossa carreira”.
Assim, o Dia do Engenheiro Químico celebra não apenas uma profissão, mas um futuro pautado em inovação e sustentabilidade.
Uma profissão que mostra que, do laboratório ao chão de fábrica, da universidade às grandes indústrias, há sempre espaço para transformar ciência em qualidade de vida.
E que cada 20 de setembro seja, também, um convite à reflexão sobre o papel da Engenharia Química na construção de um Brasil mais sustentável.
Um Brasil que depende, cada vez mais, do talento desses profissionais que unem conhecimento, tecnologia e compromisso social.




