A troca de Eduardo Girão pelo advogado Pedro Brito reorganiza o Novo no Ceará, mas não altera a intenção do partido de ocupar uma faixa própria na disputa estadual.
Em mensagem ao Etc., Girão explicou que deixou a candidatura ao Palácio da Abolição para compor, como vice, a chapa presidencial de Romeu Zema. A mudança amplia sua projeção nacional e obrigou a legenda a montar, em poucas horas, uma nova formação no Estado.
O senador, porém, ratificou apoio aos antigos companheiros e justificou a manutenção da candidatura própria com uma crítica aos dois principais polos da eleição. Para ele, Ciro Gomes e Elmano de Freitas representam “mesmice”.
A palavra é forte e ajuda a revelar a estratégia do Novo: apresentar-se como alternativa tanto ao grupo governista quanto à oposição liderada por Ciro. O desafio será transformar esse discurso em presença eleitoral concreta.
Escolhido para encabeçar a chapa, Pedro Brito chega à disputa após receber 143 votos como candidato a vereador de Fortaleza, em 2024. Terá como vice a empresária Vera Lúcia e já adotou críticas à gestão estadual, sobretudo nas áreas de saúde e segurança pública.
Para o Senado, o partido escalou o General Theophilo, segundo colocado na eleição para governador em 2018. Em seu discurso, ele defendeu ética, transparência, escolas cívico-militares e atração de empresas para o Interior.
Com a nova composição, o Novo preserva o palanque cearense de Zema e Girão. Resta saber se a chapa conseguirá ir além da função de marcar posição.




