Foto: Ministro Fernando Haddad e presidente Lula (Marcelo Camargo/Ag. Brasil)
O Governo Federal enviou ao Congresso Nacional a proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026 com previsão de salário mínimo em R$ 1.631. O valor representa um reajuste de 7,44% sobre o piso atual, fixado em R$ 1.518.
A correção segue a política de valorização do salário mínimo, que combina a inflação acumulada até novembro do ano anterior e a variação do PIB de dois anos antes. Dessa vez, entrou no cálculo o crescimento de 3,4% registrado em 2024, segundo o IBGE. Apesar disso, o ganho real terá limite de 2,5%, conforme regras do novo arcabouço fiscal aprovado pelo Legislativo.
O salário mínimo é referência para aproximadamente 59,9 milhões de brasileiros, impactando diretamente benefícios como aposentadorias do INSS e o BPC. Por esse motivo, qualquer reajuste tem reflexos imediatos no orçamento da União, aumentando as despesas obrigatórias.
A equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende a limitação como medida para evitar desequilíbrios fiscais. Segundo o governo, a regra busca impedir que a expansão das despesas obrigatórias comprometa investimentos públicos e a prestação de serviços.
O valor apresentado agora supera em R$ 1 a estimativa divulgada em abril, quando o salário mínimo projetado para 2026 era de R$ 1.630. A proposta ainda passará por análise no Congresso e poderá ser ajustada, especialmente em função da inflação oficial que será consolidada até o fim do ano.




