Limpeza que depende de hábito

Operação reduz pontos críticos, mas evidencia desafio cultural em Fortaleza.

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A gestão municipal voltou às ruas com mais um balanço da Operação Capital Limpa e Ordenadae os números ajudam a dimensionar o desafio cotidiano de Fortaleza. Em apenas 11 dias do segundo ciclo, mais de 170 toneladas de resíduos foram retiradas, numa espécie de retrato do hábito persistente do descarte irregular.

Na Avenida Leste-Oeste, um dado chama atenção: os pontos críticos caíram de 76 para 28, redução de cerca de 63%. É um sinal de resposta positiva, ainda que localizada. A operação também avançou por corredores como Cônego de Castro, Manuel Jesuíno e Odilon Guimarães, com expansão prevista para novas vias a partir de abril.

O prefeito Evandro Leitão reforçou o foco no comportamento coletivo: O mais importante é a conscientização”. A fala resume o eixo central da iniciativa — menos ação emergencial, mais mudança cultural.

Evandro: “É essencial evitar o descarte irregular e ajudar a conscientizar outras pessoas”

Os números da fiscalização mostram outra face da política urbana: 385 abordagens e 247 autuações. Ou seja, limpeza e controle caminham juntos. o envolvimento de mais de 3 mil alunos indica uma aposta no longo prazo.

Na prática, o município tenta equilibrar custo e hábito. Como lembrou o secretário Abreu Machado, quando o lixo é descartado fora do horário, a coleta fica mais cara”. Traduzindo: o problema não é operacional, é também educativo.

Entre avanços e recorrências, a operação expõe um ponto sensível: manter a cidade limpa depende menos de mutirões e mais de rotina — tanto do poder público quanto da população.