Sobral, reduto histórico da família Ferreira Gomes, virou palco de uma provocação política neste fim de semana. Durante evento de pré-campanha do senador Eduardo Girão ao Governo do Ceará, o senador Sérgio Moro trouxe de volta uma declaração antiga de Ciro Gomes para marcar posição no debate eleitoral.
Moro lembrou uma frase dita por Ciro em 2017, quando, em meio às críticas à Operação Lava Jato, afirmou que o receberia “a bala” em Sobral. Sete anos depois, o ex-juiz aproveitou a passagem pela cidade para responder: disse que não se intimida diante de “valentões” e questionou onde estaria o ex-governador para repetir a ameaça.
O episódio mostra que a disputa de narrativas para 2026 já começou, mesmo antes do início formal da campanha.
No mesmo discurso, Moro reforçou apoio à pré-candidatura de Eduardo Girão e o apresentou como representante da direita no Ceará. Ao mencionar o passado político de Ciro, que também busca o apoio do PL para sua campanha a governador, tentou associá-lo ao período de ascensão do PT no Estado.
Mais do que um embate pessoal, a fala sinaliza o tom que parte da oposição pretende adotar na corrida pelo Palácio da Abolição: confrontar diretamente personagens tradicionais da política cearense — inclusive em seus próprios territórios simbólicos.




