A fala do cearense Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional, ecoa o sentimento predominante no trade turístico brasileiro: a defesa da permanência de Celso Sabino no Ministério do Turismo. Linhares sintetiza a preocupação do setor ao afirmar que “não se pode, a essa altura, interromper um trabalho que está dando certo e recomeçar do zero”.
Os números dão razão ao Baixinho – como é conhecido o presidente da ABIH. O Brasil recebeu 7,1 milhões de turistas estrangeiros nos nove primeiros meses de 2025 — recorde histórico e 45% acima de 2024. O avanço é atribuído à maior presença do país em feiras internacionais e à modernização promovida pela nova Lei Geral do Turismo, que atualizou regras de 2008.
A defesa de Sabino, portanto, vai além da questão política partidária. Representa o reconhecimento de um esforço técnico e articulado que aproximou o ministério do setor produtivo e reforçou a presença do turismo na agenda econômica nacional — algo que o mercado teme ver interrompido.
Em tempo: A permanência de Sabino pode gerar um processo de expulsão do União Brasil. Talvez nem precise. O próprio ministro, em entrevista à CNN Brasil, deu a senha de que a situação dele na legenda está “insustentável” e a saída deve ser voluntária: “Já deu o que tinha que dar”, disse.




