O debate sobre a expansão dos cruzeiros marítimos no Brasil recoloca um tema que, há anos, esbarra nos mesmos obstáculos: custos elevados, entraves regulatórios e limitações da infraestrutura portuária. Ao levar a discussão para a Comissão de Turismo da Câmara, o deputado Eduardo Bismarck abre espaço para um diálogo que interessa especialmente ao Nordeste, região com forte vocação turística, mas ainda pouco explorada pelas grandes operadoras.
Hoje, cidades como Fortaleza costumam aparecer apenas como escala em viagens transatlânticas. A proposta de transformar o Nordeste em rota permanente de cruzeiros pode ampliar o fluxo de visitantes, movimentar hotéis, restaurantes, comércio e serviços, desde que venha acompanhada de investimentos e de um ambiente regulatório mais competitivo.
“Queremos que mais embarcações incluam a capital cearense em seus roteiros e, principalmente, que o Nordeste passe a contar com rotas permanentes de cruzeiros”, defendeu Eduardo Bismarck. O desafio, agora, será transformar o debate em medidas concretas capazes de tornar o Brasil mais atrativo para esse mercado.





