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As eleições internas do PT em Fortaleza reforçaram, neste domingo (6), a hegemonia de uma nova composição de forças no partido. Com 78% dos votos válidos, Antônio Carlos foi eleito presidente do diretório municipal, consolidando o favoritismo da corrente Campo Popular, ligada aos nomes de Camilo Santana, Elmano de Freitas e Evandro Leitão.
Dos 8.633 filiados que compareceram aos 16 locais de votação na capital, 7.806 votos foram considerados válidos. Antônio Carlos obteve 6.088 votos, seguido por Mari Lacerda (1.499) e Eudes Baima (219). Já na disputa estadual, o atual presidente, Antônio Conin, também alinhado ao Campo Popular, foi o mais votado em Fortaleza, com 6.239 votos. Adriana Almeida recebeu 1.635 votos.
A expressiva vitória de Antônio Carlos marca um avanço político da nova corrente interna, que vem ganhando protagonismo dentro do partido.
“Agora é trabalhar pela unidade interna, consolidar os nossos projetos Lula e Elmano e fazer as entregas das políticas públicas para o povo simples e trabalhador”, afirmou o deputado estadual Acrísio Sena, um dos articuladores do grupo vencedor.
Nas redes sociais, Antonio Carlos agradeceu a confiança da militância.
“Cada abraço, cada sorriso e cada olhar cheio de esperança nos fortalecem para seguir firmes na luta por uma Fortaleza, um Ceará e um Brasil mais justos, solidários e comprometidos com o povo”, escreveu.
Desafios à frente
Apesar da ampla maioria, o resultado não elimina tensões internas. Correntes tradicionais que ficaram em segundo plano nesta eleição observam com atenção o crescimento da nova força. Também causou ruído, nos bastidores, o aumento no número de filiações recentes, com críticas sobre o real grau de participação política dos novos filiados.
A partir de agora, o discurso de unidade e alinhamento com os governos estadual e federal será posto à prova. Segurança pública, geração de emprego e serviços básicos permanecem como gargalos no cotidiano da população — e o PT, com maior protagonismo, continuará sendo cobrado por soluções concretas.
O saldo eleitoral fortalece a base de apoio de Lula e Elmano no Ceará, mas também impõe ao partido a responsabilidade de fazer da maioria interna uma força real de transformação na vida das pessoas.
A vitória nas urnas internas foi expressiva. Mas o verdadeiro julgamento virá das ruas.




