Romeu fica, e a sucessão na Alece entra no jogo

Decisão de disputar a reeleição estadual fortalece as articulações do PSB para manter o comando da Casa.
Romeu Aldigueri e Tainah Marinho com Elmano de Freitas, Camilo Santana e Cid Gomes

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Fotos: Reprodução/Redes Sociais

A decisão de Romeu Aldigueri de optar pela disputa estadual, em vez de concorrer à Câmara dos Deputados, vai além de uma simples troca de candidaturas com a esposa, Tainah Marinho, agora postulante a uma vaga em Brasília.

Presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Romeu tentará continuar no espaço onde ganhou influência e se tornou um elo importante entre Elmano de Freitas e Cid Gomes.

Ao anunciar a mudança, o deputado ressaltou que o entendimento “não tratou de composição de futuras posições de comando” na Alece. A observação é pertinente, mas está longe de afastar as especulações.

A sucessão da Mesa Diretora, em 2027, dependerá do tamanho das bancadas e da capacidade de articulação dos grupos governistas. E o PSB trabalha para ampliar sua presença na Casa.

Nesse contexto, a permanência de Romeu fortalece a posição de Cid. O senador poderá tanto defender a continuidade do aliado, se houver condições para isso, quanto influenciar a escolha de outro nome.

A mudança também preserva no Legislativo um parlamentar experiente no jogo interno da Assembleia e com trânsito entre diferentes forças políticas.

O vice-presidente Danniel Oliveira é outro nome citado nas conversas. Nada está definido — e nem poderia estar antes do resultado das urnas.

Na política, porém, decisões eleitorais quase sempre apontam para projetos futuros. A de Romeu Aldigueri parece ter destino certo: a disputa pelo comando da Assembleia.