Sebrae Ceará é mais uma organização a aderir ao Pacto Por um Ceará sem Fome

Para o superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, mais do que um programa para garantir a segurança alimentar das pessoas em situação de vulnerabilidade, o Ceará Sem Fome é também uma iniciativa de desenvolvimento local.

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Foto: Divulgação

O Sebrae/CE também aderiu ao Pacto por um Ceará sem Fome, integrando um grupo de 20 organizações públicas e privadas que se unem ao Governo do Estado em prol da dignidade alimentar dos cearenses. Além de garantir uma alimentação saudável para a população em vulnerabilidade social, o pacto representa uma iniciativa de desenvolvimento local, conforme ressaltou o superintendente Joaquim Cartaxo.

”O Ceará Sem Fome envolve também a mobilização de mais de 1300 restaurantes e cozinhas que fornecerão 100 mil quentinhas diariamente. Com isso, esses pequenos restaurantes e cozinhas terão a oportunidade de se fortalecer e se transformar em microempresas que continuarão fornecendo alimentação mesmo depois que o programa se encerrar. Além disso, esses estabelecimentos também irão contratar pessoas, bem como comprar insumos de fornecedores, ajudando assim a movimentar a economia local”, afirmou.

Lançado em 16 de junho deste ano, o Pacto por um Ceará sem Fome busca o engajamento de todos os setores sociais para erradicar a fome no estado. Com cerca de 200 mil beneficiados e aproximadamente 43 mil famílias contempladas com um cartão mensal no valor de R$ 300 para aquisição de alimentos, a iniciativa já injetou mais de R$ 22 milhões na economia local.

Com a adesão ao Brasil sem Fome, programa do Governo Federal, essa parceria inaugura uma nova fase na luta contra a fome. O governador Elmano de Freitas ressalta a importância da união de esforços para enfrentar esse desafio, trazendo esperança para milhares de cearenses em situação de vulnerabilidade. A junção de forças promete tornar o Ceará um exemplo na construção de um futuro mais justo e solidário para todos os seus habitantes.

“Se nós tivermos a condição de entender que cada cearense é da nossa família, e que não vamos deixar um irmão nosso com fome, vamos alcançar um novo patamar na nossa história. Nesse momento estamos unidos para acabar com a fome do nosso povo. Hoje é um dia de orgulho para o povo cearense. Nós estamos dizendo que temos o compromisso de que nenhum irmão ou irmã nossa passará fome”, afirmou.

A primeira-dama Lia de Freitas, idealizadora do Ceará sem Fome e presidente do Comitê Intersetorial, tem destacado o compromisso para que cada cearense tenha dignidade e alimentação de qualidade.

“Já temos 40 pactuantes no Ceará sem Fome. Nós não conseguimos caminhar sozinhos, precisamos de todos. Juntos, nos 184 municípios do Ceará, vamos poder combater a fome das famílias mais necessitadas do Estado. Quem quiser aderir, pode fazer parte”, convidou.

Na última semana, quando esteve em Fortaleza, o ministro Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, elogiou a iniciativa cearense e destacou a importância de integrar projetos e forças para tirar novamente o país do mapa da fome.

“A fome tem pressa. Em 2003, o presidente Lula lançou o Fome Zero [e como consequência], o Brasil recebeu um diploma, atestado pela ONU, por sair do mapa da fome. É uma tarefa que não é fácil, são muitas mãos e esforços para tirar o Brasil de novo do mapa da fome. Só no Ceará, em 2023, o investimento é de cerca de R$ 12 bilhões via Bolsa Família, e no Brasil serão aproximadamente R$ 170 bilhões. O Brasil agradece ao Ceará, porque o Ceará sem Fome é parâmetro”, afirmou o ministro.