O Papa Francisco nomeou, nesta quinta-feira (11) o bispo de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, como novo arcebispo de Fortaleza. Ele vai substituir Dom José Aparecido Tosi, que estava no cargo desde 1999 e renunciou por ter chegado aos 75 anos. A posse será no dia 15 de dezembro, às 19h, na Catedral Metropolitana. Até lá, Dom José Aparecido seguirá como Administrador Apostólico da Arquidiocese de Fortaleza.
Dom Gregório Paixão nasceu em Aracaju, Sergipe, em 3 de novembro de 1964. Ele é o quinto de cinco irmãos e concluiu sua educação básica no Colégio Salesiano e no Atheneu Sergipense. Em 1983, ingressou no Mosteiro de São Bento da Bahia, onde desempenhou diversos papéis monásticos, incluindo bibliotecário, organista, mestre de noviços e arquivista. Em 1987, transferiu-se para o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro.
Durante sua formação religiosa, Dom Gregório Paixão cursou Filosofia e Teologia na Escola Teológica da Congregação Beneditina do Brasil, obtendo seu bacharelado em Teologia. Foi ordenado diácono em 1992 por Dom Ricardo Weberberger e, no ano seguinte, tornou-se presbítero pelas mãos do cardeal Dom Lucas Moreira Neves.
Ao longo de sua carreira religiosa, ele atuou como diretor do Colégio São Bento e da Faculdade São Bento, ambos na Bahia. Além disso, obteve o título de doutor em Antropologia Cultural pela Universidade Aberta de Amsterdã. Dom Gregório Paixão também exerceu o cargo de bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia durante quatro anos. Em 2012, foi eleito bispo da Diocese de Petrópolis pelo Papa Bento XVI.
Além de seu compromisso religioso, o arcebispo é um autor prolífico, tendo publicado mais de 15 livros e contribuído com artigos em revistas nacionais e internacionais. Ele também fez parte da Academia de Letras de Petrópolis, demonstrando seu engajamento na área das letras e cultura.
A Diocese de Petrópolis divulgou mensagem do novo arcebispo ao povo de Fortaleza.
“Desejo ser para vocês um pastor presente e amável, e tenham certeza que tudo farei para que nenhum de vocês sejam invisíveis aos meus olhos, especialmente os mais necessitados, os que perderam a esperança, e todos os que se puseram – ou que foram postos – à margem da sociedade. Somos todos discípulos missionários de Jesus Cristo, e juntos caminharemos para realizar o Projeto do Altíssimo, pela força do Espírito Santo”.





