Para Camilo Santana, a corrida pelas duas vagas ao Senado na chapa governista de 2026 tem, até aqui, apenas uma certeza: Cid Gomes. Em declaração no último fim de semana, o senador petista deixou claro que trabalha para manter o aliado do PSB na disputa pela reeleição, tratando sua presença como peça estratégica para a continuidade do grupo político que governa o Ceará desde 2007.
Ao afirmar que pretende ter Cid como uma das vagas ao Senado, Camilo sinaliza que, no desenho atual da chapa, o ex-governador ocupa uma posição diferenciada. A ressalva, no entanto, permanece: a candidatura depende da decisão do próprio senador, que nas últimas semanas tem alternado manifestações de apoio ao deputado federal Júnior Mano para o Senado e indicações de que poderá disputar a reeleição caso o cenário político assim exija.
Se uma vaga parece encaminhada, a outra segue aberta e cercada por negociações. Entre os nomes lembrados por Camilo estão os ex-senadores Eunício Oliveira (MDB) e Chiquinho Feitosa (Republicanos), ambos presidentes estaduais de seus partidos e aliados do governo. A expectativa do grupo é concluir as definições ainda neste mês de junho.
O espaço para composição, porém, não se restringe aos partidos da base tradicional. A deputada federal Luizianne Lins, hoje filiada à Rede Sustentabilidade, também continua no radar político. Apesar de ter deixado o PT após divergências internas e de frequentemente apontar falta de espaço nas decisões partidárias, seu nome segue sendo citado entre os possíveis postulantes ao Senado.
Questionado sobre a ex-prefeita de Fortaleza, Camilo evitou fechar portas. “Vamos discutir com todos, porque essa é a nossa maneira de fazer política, respeitando, principalmente o povo, e dialogando com todos que acreditam e querem fortalecer o projeto hoje liderado pelo governador Elmano”, afirmou o senador.
A fala reforça uma realidade que se desenha nos bastidores: enquanto a presença de Cid Gomes é tratada como prioridade pelo comando político do grupo, a segunda vaga permanece como uma das principais moedas de negociação da base governista. E, ao que tudo indica, a disputa por esse espaço está longe de terminar.




