O choro cearense atravessa o Atlântico e ganha novos ouvidos na Europa. No próximo dia 22, em Rotterdam, na Holanda, o músico Samuel Rocha (foto) leva na bagagem mais do que um repertório: leva uma identidade sonora que nasce em Fortaleza e dialoga com o mundo.
A presença no Festival de Choro de Rotterdam, hoje uma das principais vitrines do gênero fora do Brasil, confirma um movimento silencioso, porém consistente: o de internacionalização da música instrumental produzida no Ceará. Ao lado de nomes consagrados como Cristóvão Bastos e Rogério Caetano, Samuel ocupa um espaço que antes parecia restrito ao eixo Rio-São Paulo.
Em formato de duo com o músico Roberto de Oliveira, o artista reforça uma ponte cultural que vai além do palco. É o choro como linguagem universal, capaz de aproximar geografias distintas sem perder suas raízes.
Essa não é uma viagem isolada. Desde 2019, Samuel constrói um percurso sólido pela Europa, ampliando o alcance do gênero e fortalecendo conexões entre artistas e públicos. Mais que instrumentista, atua como articulador de uma cena que cresce também em Fortaleza, com festivais e rodas que mantêm viva a tradição.
Ao ecoar em Rotterdam, Lille ou Lisboa, o som do choro cearense reafirma algo essencial: a cultura local, quando bem cultivada, não tem fronteiras.




