O Eusébio volta ao radar internacional — desta vez com sotaque chinês e foco em biotecnologia. Um investimento inicial estimado em R$ 40 milhões começa a ganhar forma com a proposta de instalação de uma base de produção de “bílis de boi” biorreplicada, produto usado na indústria farmacêutica e em suplementos digestivos.
A articulação, iniciada ainda em 2025, avançou com a presença de representantes de empresas chinesas no Ceará, na última sexta-feira (20), consolidando o diálogo direto com o poder público local e instituições estratégicas.
Mais do que um projeto isolado, a iniciativa sinaliza uma ambição maior: posicionar o município como um polo de inovação no Nordeste. “A ideia é transformar o Eusébio em um hub de biotecnologia”, resumiu Marcus Paulo Santos, da Associação Brasil-China de Negócios.
O movimento envolve também a possibilidade de parceria com a Fiocruz, integrando pesquisa, desenvolvimento e produção — um caminho que pode elevar o nível tecnológico da cadeia local.
Na prática, o projeto reúne elementos conhecidos de agendas bem-sucedidas: transferência de tecnologia, atração de empresas âncoras e geração de empregos qualificados.
Se confirmada, a aposta reforça uma tendência: cidades fora dos grandes centros começam a disputar protagonismo em setores de alto valor agregado.
Para o Ceará, fica o recado — diversificar a economia não é mais discurso, é estratégia em execução.




