Federação União Progressista fica com oposição no Ceará

Decisão nacional confirma Capitão Wagner no comando e redefine alianças para as eleições.

Compartilhar

Facebook
Twitter
WhatsApp

A definição do comando da Federação União Progressista no Ceará encerra uma disputa interna que se arrastava meses e reposiciona o tabuleiro político no Estado. Em comunicado à imprensa, o ex-deputado Capitão Wagner apresentou documento da direção nacional confirmando seu nome para presidir a nova estrutura partidária, formada por União Brasil e Progressistas.

Segundo Wagner, a escolha consolida o alinhamento da federação com o campo de oposição no Ceará. Ele destacou que sua trajetória política sempre esteve nesse campo e que a decisão da cúpula nacional reforça esse posicionamento. Nunca mudei de lado por conveniência”, disse, ao comentar o novo cenário.

A formalização ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral autorizar o registro da federação, etapa que permite a organização das direções estaduais. No Ceará, o comando era alvo de disputa entre o grupo oposicionista, liderado por Wagner, e a ala governista vinculada ao deputado federal Moses Rodrigues.

Com a definição, a tendência é de fortalecimento da articulação oposicionista em torno de uma eventual candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). Wagner afirmou que o tucano tem participado das negociações para montagem de chapas proporcionais e ampliação da base política. A federação, segundo ele, deve contribuir com tempo de rádio e televisão e estrutura partidária para a disputa.

Outro movimento em análise envolve o possível apoio do Partido Liberal. Wagner indicou que diálogo em curso com dirigentes estaduais da legenda, o que pode ampliar o arco de alianças da oposição. “Há uma sintonia muito grande em relação ao PL, então deve estar com a gente nessa empreitada”, afirmou.

A decisão, no entanto, abre uma nova etapa de incerteza para o grupo governista que também disputava o controle da federação. Entre as possibilidades estão a permanência com alinhamento interno, a manutenção de uma ala dissidente ou a migração para outras siglas dentro da janela partidária.

A saber, também, o posicionamento da vice-governadora Jade Romero, que chegou a anunciar que deixaria o MDB para se filiar ao União Brasil, na expectativa de que a federação se alinharia ao governismo.

Com o prazo final para mudanças partidárias se aproximando, a tendência é que o cenário se defina nos próximos dias, com impacto direto na formação das chapas e no desenho da disputa eleitoral no Ceará.