A discussão sobre energia limpa e transição energética tem avançado do discurso para a prática — e também para as salas de aula. Em Fortaleza, esse movimento ganhou forma com o lançamento do livro “Inovação e Tendências em Energias Renováveis”, apresentado no Salão Aberto da FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará).
A obra reúne artigos produzidos por alunos da primeira turma do MBA em Gestão de Energias Renováveis, fruto de uma parceria entre o IEL Ceará (Instituto Euvaldo Lodi) e o Centro Universitário Farias Brito (FBUni). Ao todo, são 28 capítulos que tratam de temas como hidrogênio verde, políticas públicas, inovação tecnológica e práticas de ESG.
Para o gerente de Desenvolvimento Sustentável da FIEC, Joaquim Rolim, o lançamento vai além de uma entrega acadêmica. “É duplamente relevante: pelo tema, que impacta diretamente a sociedade, e pelo formato. Não é comum no Brasil que uma turma conclua um MBA com um livro publicado”, afirmou.
A proposta do curso buscou integrar teoria e prática desde o início. Segundo a especialista educacional do IEL Ceará, Ana Zuleika Mendes Bastos, os alunos foram estimulados a produzir conteúdo ao longo de toda a formação. “Cada participante aprofundou um tema específico, sempre conectado à sustentabilidade e às práticas de ESG. Isso resultou em um material atual e aplicável”, explicou.
Já a gerente de Educação Executiva do IEL Ceará, Lourena Teixeira Cordeiro, destacou o alinhamento da formação com as demandas da indústria. “O Ceará vem se consolidando como um polo estratégico em energias renováveis. Ter profissionais qualificados e produzindo conhecimento fortalece esse ambiente”, disse.
Organizador da coletânea, o professor Dr. Rickardo Léo Ramos Gomes ressaltou que a iniciativa aponta para uma mudança necessária no ensino superior. “Ainda há cursos que não exigem produção científica. Quando a pesquisa é valorizada, os resultados aparecem — e com potencial de alcance internacional”, observou.
O lançamento do livro reforça uma tendência: a de que a transição energética não depende apenas de investimentos e tecnologia, mas também da formação de profissionais capazes de pensar soluções e transformar conhecimento em prática.




