Serviços lideram criação de empregos no Ceará em fevereiro

Construção civil ganha força com apoio de políticas habitacionais.

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O mercado de trabalho formal no Ceará voltou a crescer em fevereiro e reforçou uma tendência de recuperação observada nos últimos meses. Dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apontam a criação de 4.316 vagas com carteira assinada no estado.

O saldo resulta de 54.784 admissões frente a 50.468 desligamentos no período. Com isso, o Ceará se mantém entre os principais geradores de emprego do Nordeste, atrás da Bahia e à frente de Sergipe.

O estoque total de trabalhadores formais chegou a 1.462.201 pessoas, indicando avanço no nível de ocupação. Em publicação nas redes sociais, o governador Elmano de Freitas destacou o desempenho e afirmou que o estado segue atraindo investimentos. “Fechamos fevereiro com saldo positivo de empregos. O trabalho não para”, escreveu.

O peso maior na geração de vagas veio do setor de serviços, responsável por 3.461 novos postos, o equivalente a cerca de 75% do total. Na sequência, aparecem a construção civil, com 1.425 vagas, e a indústria, com 394.

Para o secretário do Trabalho, Vladyson Viana, o desempenho reflete uma combinação de fatores. “Estamos consolidando o trabalho dos anos anteriores e a expectativa é de bons resultados em 2026”, afirmou. Ele também citou políticas públicas habitacionais como estímulo à construção civil.

No recorte regional, Fortaleza concentrou a maior parte das vagas (2.260), mas o movimento de crescimento também se espalhou pelo interior. Municípios como Juazeiro do Norte, Caucaia, Eusébio e Sobral registraram desempenho positivo, indicando uma dinâmica mais distribuída do emprego formal.

Apesar do resultado favorável, especialistas costumam apontar que a manutenção desse ritmo depende de fatores como continuidade de investimentos, ambiente econômico nacional e capacidade de absorção da mão de obra, especialmente em setores mais intensivos.