A movimentação da Associação Brasil-China de Negócios (ABCN) volta a colocar o Ceará no radar de grandes investimentos internacionais. Desta vez, o foco é a chegada, nesta segunda (6), da chinesa StarCharge, que tem agenda no Estado até sexta (10) com a intenção de estruturar seu primeiro projeto no Brasil.
A empresa, que atua com carregamento elétrico e armazenamento de energia (BESS), mira municípios estratégicos como Fortaleza, Eusébio, Caucaia e Maracanaú — regiões com forte vocação industrial e logística. A escolha não é por acaso: o Estado reúne uma combinação rara de energia renovável, infraestrutura portuária e ambiente de negócios em consolidação.
Segundo Marcus Paulo Santos, da ABCN, o movimento é resultado direto de articulações iniciadas ainda em 2025. “O passo agora é transformar o diálogo em projetos concretos”, resume. A expectativa é de um projeto piloto já em 2026, com possibilidade de uma planta industrial entre 2027 e 2028.
Os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) reforçam o contexto: o Nordeste lidera a produção de energia limpa no país, e o Ceará se mantém entre os principais polos. Esse cenário ajuda a explicar o interesse de empresas voltadas à transição energética.
Mais do que um investimento isolado, a possível chegada da StarCharge indica um movimento maior: o Estado se posiciona como porta de entrada para tecnologias ligadas à mobilidade elétrica e armazenamento energético. Se confirmado, será mais um capítulo na disputa silenciosa entre estados nordestinos por protagonismo na nova economia verde.




