Participei da prova de 10 km da Maratona Internacional de Fortaleza e saí com uma impressão clara: dificilmente já corri prova tão bem organizada. Não é exagero — é constatação de quem já esteve em outras largadas. E não é uma impressão minhas, apenas. As redes sociais estão cheias de depoimentos elogiosos de quem participou.
Desde a retirada dos kits – rápida e organizada – até a largada pontual, tudo funcionou. No percurso, a estrutura chamou atenção: hidratação a cada 2 km, água gelada, reposição com isotônicos, carbo-gel, além de banheiros, carros-pipa e apoio constante. “Impecável, sem nenhum erro”, resumiu o criador de conteúdo Pedro do Rio, experiente em grandes provas pelo Brasil. Até São Pedro ajudou: pouco sol, alguma chuva e um clima agradável.
Mas não foi só a logística. O público fez diferença. Em vários trechos, aplausos, música e incentivo transformaram o esforço em emoção. A chegada no Aterro foi um capítulo à parte — gente chorando, se abraçando, celebrando histórias pessoais de superação.
Nos bastidores, há um ponto-chave: a sintonia entre organização privada e poder público. A Prefeitura de Fortaleza garantiu suporte total, com segurança, trânsito organizado e presença institucional. O prefeito Evandro Leitão, que correu a prova, já sinalizou: quer uma edição ainda maior em 2027.
“Como atleta tive a oportunidade de participar de 17 Ironman Full. Consigo entender a valia de entregar ao atleta tudo que ele merece”, disse Zé Filho, um dos organizadores. E foi exatamente isso que se viu.
Se mantiver esse padrão, Fortaleza não apenas entrou no circuito das grandes maratonas — deu um salto. O sarrafo está alto. E, dessa vez, com razão.




