A discussão sobre saneamento voltou ao centro da agenda pública no Ceará com o lançamento de uma nova etapa do programa Ceará Saneado, apresentada pelo governador Elmano de Freitas. A proposta, estruturada por meio de Parceria Público-Privada, projeta um volume expressivo de investimentos e aponta para um modelo de financiamento que tem ganhado espaço no país.
A presença do deputado Salmito Filho no evento reforça o interesse político em torno do tema, que reúne impacto direto na saúde, no urbanismo e na economia. Ao destacar o alcance social do projeto, o parlamentar afirmou: “Estamos diante de uma conquista estruturante que transforma vidas e constrói oportunidades de dignidade, saúde e bem-estar”.
O plano estabelece como meta atingir cerca de 90% de cobertura de esgotamento sanitário até 2033, em sintonia com o novo marco legal do setor. O desafio, no entanto, vai além da engenharia e do financiamento: passa pela capacidade de execução, pela regulação eficiente e pela adesão dos municípios.
Ao optar pelo modelo de leilão na bolsa, o governo busca atrair capital privado para acelerar obras historicamente marcadas por lentidão. Ainda assim, o êxito dependerá da manutenção do equilíbrio entre retorno econômico e garantia de acesso universal.
Mais do que números, o avanço do saneamento costuma refletir diretamente nos indicadores de saúde pública. Nesse ponto, a fala de Salmito sintetiza um consenso técnico: “A humanidade deu um salto na expectativa de vida quando passou a investir em saneamento”.




