O ex-senador Tasso Jereissati tratou de esfriar especulações sobre o cenário nacional ao negar qualquer aproximação recente com Ronaldo Caiado. Em declaração direta, ele descartou ter sido convidado para compor como vice em eventual chapa presidencial do PSD, classificação que atribuiu à falta de fundamento da informação.
“Não tem o menor fundamento… estou aqui apenas, no máximo, dando pitaco”, disse, ao reforçar que sua participação no debate político tem sido pontual, ainda que persistente. A fala contraria versão apresentada pelo deputado Felipe Mota, que havia mencionado o convite.
No plano estadual, Tasso voltou o olhar para 2026 e indicou expectativa de protagonismo de Ciro Gomes na disputa pelo Governo do Ceará, mesmo diante de movimentos nacionais dentro do PSDB, liderados por Aécio Neves.
Ao citar nomes como Roberto Cláudio e José Sarto, que estavam com ele, o ex-governador sinalizou articulação de um campo político que busca reposicionar o debate no estado. “O Ciro é uma esperança que renasce”, afirmou, ao associar o nome do ex-ministro à ideia de transição política.
As declarações de Tasso aconteceram em evento do Siduscon, onde palestrou para jovens empresários. A fala dele também trouxe um recorte crítico ao momento atual do Ceará, com menção a um suposto “retrocesso” em comparação a períodos anteriores. O discurso indica que, além da disputa eleitoral, está em jogo a narrativa sobre os rumos administrativos e econômicos do estado.




