Tecnologia aproxima Ceará e Rio Grande do Norte no Legislativo

Visita técnica reúne dirigentes e especialistas em busca de mais eficiência e transparência.

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A agenda de modernização do Legislativo estadual ganhou um novo capítulo com a aproximação entre a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). A visita técnica realizada entre os dias 27 e 29 de abril indica um movimento mais estruturado de cooperação, com foco na incorporação de tecnologia, inteligência artificial e integração de sistemas.

A comitiva cearense foi formada por Carlos Martins, diretor legislativo; Leila Pires, coordenadora de Comissões Técnicas; Jamilys Monte, do Departamento de Plenário; e Alcides Alcoforado, da área de desenvolvimento da Coti. Do lado potiguar, o grupo foi recebido pelo presidente da ALRN, Ezequiel Ferreira (PSDB), além do diretor-geral Augusto Carlos Viveiros e do diretor de Tecnologia e Inovação, Mário Sérgio Gurgel, acompanhados de técnicos da Casa.

O principal ponto de interesse foi o sistema integrado desenvolvido pela ALRN, que conecta todas as etapas do processo legislativo — do protocolo de proposições ao acompanhamento da tramitação. A ferramenta inclui ainda controle de presença por biometria facial, gestão de votações e organização do uso da palavra em plenário, além da integração com o portal da transparência e o Legis Vídeo.

Na avaliação de Alcides Alcoforado, “trata-se de um ecossistema robusto, que garante mais agilidade, segurança e transparência às atividades legislativas”. A leitura é de que a adoção de uma solução já testada pode encurtar o caminho da Alece na modernização de seus processos.

O intercâmbio também abriu espaço para a apresentação de iniciativas cearenses. Carlos Martins detalhou o funcionamento do Escritório de Desenvolvimento Institucional do Legislativo (Edil), descrito como uma espécie de “embaixada” da Alece junto às câmaras municipais. A proposta foi bem recebida pela direção da ALRN, sinalizando possibilidade de cooperação em mão dupla.

Ao comentar o sistema potiguar, Martins destacou que “é moderno, faz uso avançado de inteligência artificial e já foi premiado”, acrescentando que a experiência pode evitar que a Alece precise iniciar um projeto do zero.

A formalização de um termo de cooperação técnica deve ocorrer após a apresentação de um relatório ao presidente da Alece, Romeu Aldigueri (PSB). A expectativa é estabelecer um cronograma de trabalho com etapas definidas e possibilidade de implementação de um novo sistema ainda este ano.

Mais do que um acordo pontual, a iniciativa reflete uma tendência entre parlamentos estaduais: compartilhar soluções para acelerar a inovação pública. Em um ambiente de crescente cobrança por eficiência e transparência, a cooperação interinstitucional passa a funcionar como atalho — e, ao mesmo tempo, como teste de maturidade da gestão legislativa.