M. Dias Branco amplia lucro e ganha mercado mesmo com consumo em queda

Empresa cearense cresce em segmentos estratégicos e reforça investimentos em automação e eficiência.

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A cearense M. Dias Branco iniciou 2026 com crescimento em receita, lucro e participação de mercado, mesmo diante de um cenário nacional de retração no consumo de alimentos industrializados. Os resultados do primeiro trimestre reforçam o movimento da companhia de ampliar presença em segmentos considerados estratégicos, como produtos saudáveis, snacks e food service.

A empresa fechou o trimestre com Receita Líquida de R$ 2,2 bilhões, crescimento de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o lucro líquido alcançou R$ 106 milhões, avanço de 53%. O desempenho ocorre em um contexto de queda nacional nos mercados de massas e biscoitos, justamente os principais segmentos da companhia.

Mesmo assim, a empresa registrou ganho de participação em categorias como biscoitos, granolas e farinha doméstica, além de manter estabilidade em massas. Para a direção da companhia, o resultado está ligado à reorganização interna implementada nos últimos meses. O vice-presidente de Controladoria e Investimentos e diretor de Relações com Investidores, Gustavo Lopes Theodozio, afirmou que “o desempenho acima do comportamento do mercado corrobora que os ajustes operacionais e de execução realizados nos últimos meses foram acertados”.

Entre os destaques do trimestre aparece o grupo chamado de “adjacências”, que reúne bolos, snacks, torradas, misturas para bolos, molhos e produtos saudáveis. O segmento teve crescimento de 10,4% na receita líquida e já acumula sete trimestres seguidos de expansão em dois dígitos.

Na área de alimentação saudável, a marca Jasmine ampliou presença no mercado após o lançamento de granolas proteicas e o relançamento de pães sem glúten. Já a marca Frontera avançou no segmento de snacks com novos produtos, incluindo tortilhas e batatas chips.

Outro ponto relevante foi a redução de custos. Beneficiada pela queda no preço das commodities e por um cenário cambial mais favorável, a companhia conseguiu reduzir em 1,5% o custo dos produtos vendidos, mesmo ampliando o volume comercializado. A margem bruta subiu para 32,4%, acima do registrado no mesmo período de 2025.

A empresa também manteve o ritmo de investimentos em automação industrial e eficiência energética. Apenas no primeiro trimestre, foram aplicados R$ 172 milhões nessas áreas. Segundo o diretor de Relações com Investidores, Fábio Cefaly, a estratégia busca combinar expansão operacional com aumento de competitividade. “Estamos crescendo, gerando caixa e reinvestindo no negócio”, resumiu.