O Ceará voltou a apostar na política de incentivos fiscais para ampliar sua capacidade de atrair empresas e estimular a expansão de negócios já instalados no estado. Em reunião realizada nesta terça-feira (26), o Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Condec) aprovou 154 pleitos empresariais envolvendo concessões de benefícios, renovações e acordos para novos empreendimentos.
Os projetos analisados somam mais de R$ 1 bilhão em investimentos privados e têm previsão de gerar mais de 6 mil empregos em diferentes regiões do Ceará. Parte desse volume está ligada a empresas em implantação, enquanto outra parcela corresponde à chegada de novos negócios atraídos pelo programa estadual de incentivos.
O presidente do Condec e secretário da Casa Civil, Flávio Jucá, afirmou que o encontro consolidou decisões voltadas à atração de empresas e à manutenção de investimentos no estado. “O FDI é fundamental para que possamos continuar atraindo novos empreendimentos para o Ceará”, resumiu.
Entre os destaques estão 28 novos projetos empresariais formalizados junto ao Governo do Ceará. Juntos, eles representam cerca de R$ 749 milhões em investimentos e a expectativa de mais de 4 mil postos de trabalho.
O setor calçadista aparece entre os principais beneficiados. Seis empresas do segmento devem investir aproximadamente R$ 30 milhões, com geração estimada de mais de 2 mil empregos em municípios como Brejo Santo, Crato, Itapajé, Mauriti e Porteiras. O Ceará segue liderando a produção e as exportações brasileiras de calçados.
Presidente da Adece, Danilo Serpa destacou a estratégia de descentralizar os investimentos. “Temos atuado de forma estratégica para ampliar, diversificar e interiorizar esses investimentos”, afirmou.
Além do setor calçadista, os projetos aprovados envolvem áreas como mineração, química, cosméticos, alimentos, comércio varejista, borracha e artefatos de cimento, ampliando a diversidade industrial do estado.
Para a secretária-executiva da Indústria da SDE, Brígida Miola, o resultado reforça o ambiente de competitividade buscado pelo Ceará. “O estado vem consolidando um ambiente econômico cada vez mais competitivo”, declarou.




