Indústria gera quase 2 mil empregos e mantém ritmo de expansão no Ceará

Dados do Caged apontam saldo positivo e força das cadeias produtivas locais.
Carteira de Trabalho

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A indústria cearense abriu 2026 com saldo positivo na geração de empregos formais e alcançou o segundo melhor resultado do Nordeste nos quatro primeiros meses do ano. De acordo com dados do Novo Caged, o setor registrou 1.975 novas vagas com carteira assinada entre janeiro e abril, ficando atrás apenas da Bahia.

O desempenho foi puxado pela indústria de transformação, responsável por 1.738 postos de trabalho criados no período. Com isso, o Ceará chegou a 285.465 empregos formais ativos na indústria, mantendo posição de destaque entre os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Os segmentos de produtos minerais não metálicos, produtos de metal, confecção de vestuário, alimentos e manutenção de máquinas e equipamentos lideraram a geração de vagas no acumulado do ano.

Para o presidente da Adece, Danilo Serpa, os números mostram a continuidade da expansão da atividade industrial no estado. “Os resultados confirmam o Ceará consolidado como um ambiente favorável para a atração de investimentos e expansão da atividade industrial”, afirmou.

A força das cadeias produtivas tradicionais também aparece no levantamento. A indústria calçadista segue como a maior empregadora do setor, com mais de 67 mil trabalhadores formais. Segundo a secretária executiva da SDE, Brígida Miola, “o desempenho da indústria cearense na geração de empregos reflete a competitividade dos nossos principais segmentos produtivos”, com destaque para a cadeia de calçados, líder nacional em produção e empregos.