A chegada de Domingos Neto (PSD-CE) ao comando da Comissão Mista de Orçamento (CMO) vai além de uma vitória pessoal ou partidária. Na prática, coloca um deputado federal cearense em uma das cadeiras mais influentes do Congresso Nacional.
Não é exagero. É pela CMO que passam as discussões sobre o Orçamento da União, aquele documento que ajuda a definir para onde vão os recursos federais e quais projetos terão prioridade nos próximos anos.
Mas há outro detalhe que chama atenção. Em tempos de polarização e disputas permanentes, Domingos foi escolhido por aclamação. Sem voto apertado, sem disputa de bastidor chegando ao plenário. O próprio deputado destacou esse aspecto ao dizer que, mesmo em um país dividido, “existe sim a possibilidade de ter acordo e diálogo importante para construir o melhor para o país”.
Claro que presidir a comissão não significa abrir um cofre para o Ceará. As coisas não funcionam assim. Mas ninguém em Brasília desconhece o peso político de quem ocupa posições estratégicas. Ter voz é importante. Ter a caneta que organiza o debate, mais ainda.
Por isso, a eleição de Domingos Neto acaba tendo um significado que ultrapassa o currículo do parlamentar. O Ceará passa a acompanhar mais de perto as discussões que ajudam a definir os rumos dos investimentos federais. E, convenhamos, estar sentado à mesa é sempre melhor do que esperar do lado de fora.




