Cid silencia o embate; Eunício mantém críticas

Disputa pela composição da chapa majoritária reabre feridas políticas iniciadas em 2018.

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Eu desejo a ele saúde.” Bastaram cinco palavras para Cid Gomes responder às críticas feitas por Eunício Oliveira, sem elevar o tom nem prolongar a polêmica. A declaração foi dada durante entrevista ao lado do governador Elmano de Freitas, no Cariri, um dia depois de o nome do senador ser confirmado como pré-candidato à reeleição na chapa governista.

A fala enxuta contrasta com a ofensiva verbal do deputado federal emedebista. Incomodado com a definição da primeira vaga ao Senado, Eunício voltou a classificar Cid como inconfiável, resgatando antigas mágoas e afirmando que o adversário vai ter o troco nas ruas. Apesar do tom duro, fez questão de reafirmar que o MDB permanece no projeto político liderado por Elmano.

O embate, porém, não nasceu agora. Segundo o próprio Eunício, a ruptura remonta às eleições de 2018, quando ele e Cid integravam a mesma chapa governista na disputa pelo Senado. Na ocasião, Cid foi eleito, enquanto Eunício acabou superado por Eduardo Girão, que ficou com a segunda vaga. O emedebista atribuiu sua derrota a uma suposta traição dos irmãos Cid e Ciro Gomes, que à época ainda eram aliados.

As declarações desta semana, no entanto, têm endereço certo: a disputa pela composição da chapa majoritária de 2026. Cid já assegurou sua pré-candidatura à reeleição e Eunício busca ocupar a segunda vaga ao Senado. Nos bastidores, porém, o senador socialista tem defendido que esse espaço seja destinado à deputada federal Luizianne Lins, hoje no PSOL, o que adiciona um novo ingrediente a uma disputa que ainda promete muitos capítulos.