O Ceará colocou na mesa uma nova rodada de incentivos fiscais para tentar transformar projetos empresariais em investimentos, empregos e desenvolvimento regional.
O Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado (Condec) aprovou benefícios para 139 pedidos, com aportes privados superiores a R$ 675 milhões.
A expectativa apresentada pelas empresas é de criação de 6.430 postos de trabalho.
Parte relevante desse movimento ocorre longe da capital: os projetos alcançam 22 municípios de diferentes regiões cearenses.
Entre os contemplados, 19 empreendimentos em implantação devem investir mais de R$ 340 milhões e contratar 3.111 trabalhadores.
Outras 22 empresas atraídas por acordos com o Estado projetam cerca de R$ 250 milhões e mais de 3 mil vagas.
O setor de calçados aparece como um dos principais geradores de empregos.
Expansões em Brejo Santo, Catunda, Itapajé e Porteiras somam mais de R$ 49 milhões e podem abrir 1.200 vagas.
Em Pentecoste, a futura unidade da Dilly Calçados prevê investir mais de R$ 40 milhões e alcançar 1.200 empregos diretos.
Os números reforçam a tentativa de interiorizar a atividade industrial e reduzir a concentração econômica na Grande Fortaleza.
O anúncio, porém, representa uma previsão — não empregos já criados nem recursos integralmente aplicados.
O resultado da política dependerá da instalação efetiva das empresas, do cumprimento das metas e da qualidade dos postos oferecidos.
Como envolve renúncia fiscal, caberá ao Estado acompanhar os projetos e demonstrar se o benefício público compensará os incentivos concedidos.




