A aprovação do Redata pelo Senado coloca o Brasil na disputa por uma fatia maior da economia digital. O projeto cria incentivos fiscais para empresas interessadas em instalar ou ampliar data centers no País.
A proposta, de autoria do deputado José Guimarães, teve como relator o senador Cid Gomes (PSB-CE). O texto prevê a suspensão de tributos federais na compra de componentes eletrônicos e outros equipamentos destinados à infraestrutura desses empreendimentos.
Na prática, o objetivo é reduzir os custos de projetos ligados ao armazenamento em nuvem, ao processamento de grandes volumes de dados e ao desenvolvimento de modelos de inteligência artificial.
Cid argumentou que o Brasil precisa avançar rapidamente para não perder investimentos nesse mercado. “O projeto busca reduzir o chamado ‘Custo Brasil’ para a instalação de data centers de escala industrial”, afirmou.
O tema interessa diretamente ao Ceará, apontado como um dos estados mais bem posicionados nessa corrida. A oferta de energias solar e eólica e a concentração de cabos submarinos de fibra óptica colocam o Estado em posição estratégica.
O exemplo mais relevante é o projeto de data center associado ao TikTok, previsto para a ZPE do Pecém. Segundo Cid, o empreendimento poderá movimentar mais de R$ 200 bilhões entre infraestrutura e equipamentos.
Os incentivos podem ampliar a competitividade brasileira, mas o resultado dependerá também de fatores como segurança energética, disponibilidade de água, infraestrutura de transmissão e contrapartidas econômicas e ambientais.




