A passagem de Flávio Bolsonaro (PL) por Fortaleza reuniu campanha presidencial, articulação local e críticas ao Supremo Tribunal Federal.
O senador participou de ato no Conjunto Ceará ao lado do deputado federal André Fernandes, presidente estadual do PL, e do pai dele, Alcides Fernandes, candidato ao Senado na chapa de Ciro Gomes (PSDB).
Ciro, no entanto, não participou do evento. E, ao discursar Flávio concentrou-se no julgamento sobre os desdobramentos do Caso Master envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
O presidenciável atribuiu a paralisação da análise a ministros indicados por Lula e afirmou: “O Supremo, sem os ministros de Lula, tem solução. O Judiciário tem jeito”.
A declaração levou ao palanque cearense um dos temas centrais de sua campanha: a composição futura da Corte.
O próximo presidente poderá preencher a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso e indicar substitutos para ministros que alcançarão a aposentadoria compulsória até 2030.
Flávio disse que pretende alterar a correlação interna do tribunal por meio dessas nomeações.
No STF, o julgamento foi suspenso depois que Flávio Dino pediu vista durante a discussão sobre a tramitação conjunta das petições relacionadas a Moraes e Mendonça.
O pedido não encerra o caso. Dino dispõe de até 90 dias para devolver os autos, quando a análise poderá ser retomada.
Flávio também é investigado no Caso Master, em apuração sobre um pedido de financiamento a Daniel Vorcaro para um filme a respeito de Jair Bolsonaro.




