O Ceará chega à reta final da campanha com um dado de peso no debate sobre gestão pública.
O Estado aparece em segundo lugar no Ranking de Eficiência dos Estados, elaborado pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha.
Com índice geral de 0,665, fica atrás apenas do Paraná, que obteve 0,734, e à frente de São Paulo, com 0,637.
O estudo avalia quanto os estados conseguem transformar os recursos disponíveis em resultados para a população.
O desempenho cearense é sustentado principalmente pela educação, com nota 0,740, e pela saúde, com 0,642.
As duas áreas têm peso dobrado no cálculo, que também considera infraestrutura, segurança pública e finanças.
Outro número ajuda a dimensionar o resultado: o Ceará possui a menor receita corrente líquida por habitante do país, de R$ 4.275 — valor 38% inferior à média nacional, de R$ 6.913.
Na lógica do ranking, portanto, o Estado consegue entregar resultados comparativamente elevados mesmo dispondo de menos recursos por cidadão.
O levantamento também expõe fragilidades.
As notas de 0,223 em segurança e 0,408 em infraestrutura mostram que a vice-liderança não representa excelência em todas as áreas nem encerra as cobranças da população.
No campo político, a divulgação chega em momento favorável a Elmano de Freitas.
A campanha do governador ganha um argumento externo para defender a continuidade administrativa no duro confronto com Ciro Gomes.
À oposição caberá contrastar os indicadores com a experiência cotidiana dos cearenses, sobretudo nos setores em que o Estado recebeu as menores notas.
O ranking não decide voto, mas oferece à campanha de Elmano um ativo importante justamente quando a disputa pelo Palácio da Abolição entra em sua fase decisiva.
Fontes: Ranking geral — Folha de S.Paulo/Datafolha e comparação do desempenho por áreas.




