A cinco dias da votação, Lula (PT) trouxe à campanha de Elmano de Freitas (PT) um reforço que vai além do pedido de votos: a associação direta entre a continuidade dos governos federal e estadual.
Nesta terça-feira (29), o presidente e o governador, ambos candidatos à reeleição, participaram de uma caminhada entre a Praça da Bandeira e a Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza.
Os candidatos ao Senado Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede), e a candidata a vice-governadora Gabriela Aguiar também acompanharam o ato, que teve ainda as presenças das principais lideranças petistas no estado, como o senador Camilo Santana e o prefeito de Fortaleza Evandro Leitão.
No palanque, a defesa da aliança veio acompanhada de uma cobrança por mobilização. Elmano pediu aos apoiadores que intensificassem o “porta a porta” até domingo, 4 de outubro, buscando transformar a presença nas ruas em votos.
Lula pediu apoio ao governador, atacou o bolsonarismo e defendeu a decisão de proibir as bets. Ao justificar a medida, afirmou que as apostas agravam o endividamento de famílias e criticou a atuação de influenciadores na divulgação dessas plataformas.
O presidente também acusou a gestão de Jair Bolsonaro de não ter realizado obras estruturantes no Ceará. A declaração integrou o discurso eleitoral de comparação entre governos.
O ato reuniu as disputas pelo Planalto, pelo Governo do Ceará e pelo Senado em uma mesma mensagem de continuidade. Seu efeito nas urnas, porém, dependerá da capacidade dos aliados de ampliar o apoio para além do público já identificado com essas candidaturas.
E para isso os governistas chegam à reta final dispostos a botar nas ruas seu grande diferencial: a força de uma grande coligação que inclui quase a totalidade de prefeitos e vereadores por todo o estado.




